domingo, 25 de janeiro de 2009

Carma

Carma ou karma (do sânscrito कर्म, transl. Karmam, e em pali, Kamma, "ação") é um termo de uso religioso dentro das doutrinas budista, hinduísta e jainista, adotado posteriormente também pela Teosofia, pelo espiritismo e por um subgrupo significativo do movimento New Age, para expressar um conjunto de ações dos homens e suas consequências. Este termo, na física, é equivalente a lei: "Para toda ação existe uma reação de força equivalente em sentido contrário". Neste caso, para toda ação tomada pelo Homem ele pode esperar uma reação. Se praticou o mal então receberá de volta um mal em intensidade equivalente ao mal causado. Se praticou o bem então receberá de volta um bem em intensidade equivalente ao bem causado. Dependendo da doutrina e dos dogmas da religião discutida, este termo pode parecer diferente, porém sua essência sempre foca as ações e suas consequências.

domingo, 10 de agosto de 2008

Escreve, apaga, escreve de novo... ufa

Primeiro, escrevia um monte no blog.
Depois apaguei tudo.
Depois escrevia de novo.
Agora, coloco de volta os textos antigos.
Confuso ?
Bastante.
Tem coisas de dois anos que estão por aqui, tem coisas escritas ontem, tudo meio misturado.
Mas como um filme cheio de flashback, talvez isso ajude a entender o final da trama.
Quando ela chegar.

Como enfrentar o Carnaval 2008

Texto do Marcelo Carneiro da Cunha, jornalista e escritor.

Dias de folia nos aguardam. A mim, não. A vocês, fortes, que pretendam enfrentar o monstro. Eu vou fazer a coisa certa, o que fazem os corajosos e fortes, diante de tanta diversão à espreita: fugir.
E para muito longe. Na hora de escolher entre Rio de Janeiro, Olinda, Salvador, Cuiabá, Deus meu, onde passar essa coisa chamada Carnaval - carne e aval para o prazer desenfreado -, vou mesmo para onde a festa não tem hora para começar. Berlim, Alemanha, terra onde a coisa mais animada se chama Oktoberfest e deve ser recomendada para cardíacos.
Um amigo meu garante que o carnaval deles pega fogo em Colônia, onde os homens saem pela rua com gravatas e as mulheres com tesouras. Num ritual satânico, as mulheres cortam simbolicamente alguma coisa e realisticamente as gravatas. O eleito perde uma gravata e ganha uma noite de sexo selvagem.
Conhecendo a Alemanha e as alemãs, duvido. Muito provavelmente meu amigo caiu numa Oktoberfest e sofreu uma overdose de sauerkraut.
Vou para Berlim porque não tenho forças pra enfrentar a globeleza deste ano sambando pelada na minha televisão, agora em HD. Porque não aguento desfile de escola de samba - o exatamente igual ao ano passado e retrasado posando de novidade. Prefiro o Especial Roberto Carlos, porque ao menos sei que ele é o do ano passado e retrasado e não finge ser coisa alguma.
Eu tenho o azar de ter nascido gaúcho na terra da folia. Gaúcho não é um tipo geneticamente modificado pra dançar samba e por isso o carnaval produz uma enorme sensação de sermos inadaptados, ruins da cabeça, doentes do pé. Dureza.
Eu tentei gostar de carnaval, fui atrás da minha brasilidade. Enfrentei milhares de baianos dançando no Farol da Barra e me moendo de pancada por eu obviamente não entender nada da timbalada deles. Fui a Olinda e fiquei bebendo num bar enquanto uns bonecos esquisitos pra caramba, chamados de Homem do Meio-Dia e Mulher da Meia-Noite, ou algo assim, passeavam pelas ruas. No Rio de Janeiro andei atrás de blocos, sem ter a ginga necessária pra sequer caminhar decentemente.
A vida para os brasileiros deficientes de habilidades carnavalescas, é dura. Somos muçulmanos na Europa, diferentes na cultura e suspeitos número um de todos os crimes; o pior deles o de não sabermos como nos divertir corretamente.
Não ser carnavalesco no Brasil equivale a ser um ateu nos Estados Unidos, um vegetariano num Outback, um asceta na Daslu, um evangélico no mundo real. Seres simplesmente sem sentido ou espaço social.
Não tentem imaginar o que é sentir enjôo ao ouvir "olha a Mangueira aí, gente!" naquele tom de puxador de samba carioca, na verdade, o puxador do Brasil que todos querem, que simplesmente não é aquele onde eu nasci e cresci. É duro querer fazer parte do negócio e não ter jeito pro babado. Por isso, melhor a fuga. Auf Wiedersehen. Fui.

Poema

Meu olhar procurava o teu.
E encontrava.
Te fitava.
buscava no teu olhar o significado da tua alma.
Nos olhávamos.
Buscando dentro de cada um, um significado.
Hoje, passo de relance.
Rápido.
Só percebo no último instante.
Não me olhas.
Não me percebes.
Não consigo procurar o teu olhar.
Não consigo.
Apenas um instante.
Que passa em menos tempo ainda.
Seguindo na mesma direção.
Mas com destinos distintos.

Para onde vão as palavras que não são ditas?

Onde ficam guardadas as palavras que nunca dizemos ?
Todos os "eu te amo" que ficaram trancados na garganta, todos os "me desculpe" que por orgulho não foram vocalizados, todos os "oi" que por timidez ficaram apenas na nossa vontade de serem ditos.
Todos os "quer casar comigo" que foram deixados para mais tarde e acabaram nunca ditos.
Tais palavras ainda existem.
E não só habitam a nossa inteligência ou a nosso alma.
Elas existem materialmente em algum lugar.
São palavras que representam momentos cruciais na nossa vida, e habitam a nossa vida de maneira perene. Simbolizam tudo o que elas poderiam significar ou alterar na nossa vida se tivessem sido ditas.
Como uma vida pode mudar com uma pequena seqüência de fonemas.
Ou pode não mudar, apenas restando a saudade do que elas poderiam ter significo.

Nossos Medos

Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que poderia ser nosso pelo simples medo de tentar.
Aprendi isso na carne, no coração e na alma....que muitas vezes temos medo, pavor de perder algo... e controlamos nossas emoções, nos censuramos, e perdemos a autenticidade.
Podemos perder alguém na nossa vida de duas maneiras: sendo nós mesmos, expostos de todas as maneiras mas sabendo que, se a pessoa gostar realmente da gente, vai adorar nos conhecer verdadeiramente.
Mas, também podemos perder alguém que, pelo medo que temos de perdê-la, talvez nunca tenha nos conhecido verdadeiramente, e seremos atormentado pela dúvida de, será que esta pessoa teria realmente me conhecido ?

apenas divagações de um sábado de verão.

08.12.2007

A Flor e o Espinho

A flor e o espinho

(Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Alcides Caminha)

Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu só errei quando juntei minh'alma à sua
O sol não pode viver perto da lua
É no espelho que eu vejo a minha mágoa
É minha dor e os meus olhos rasos d'água
Eu na tua vida já fui uma flor
Hoje sou espinho em seu amor
Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu só errei quando juntei minh'alma à sua
O sol não pode viver perto da lua